Saiba como proteger o seu cachorro na época mais fria do ano
Existem algumas doenças comuns em cachorros, que aparecem especialmente no inverno. A médica-veterinária da Organnact, Lais Antunes, trouxe algumas informações das doenças mais frequentes. Saiba quais são essas enfermidades e como proteger o seu cachorro na época mais fria do ano:
Doença respiratória altamente contagiosa, comum em ambientes onde há aglomeração de cães, como canis, creches e parques. Pode ser causada por vários patógenos conhecidos, podendo haver inclusive infecção concomitante por dois ou até mais vírus e/ou bactérias. Dos vários agentes associados à doença, o vírus da Parainfluenza Canina e a bactéria B. bronchiseptica são provavelmente os patógenos respiratórios de maior importância.¹,²
A apresentação clínica inicial geralmente consiste em crises intensas de tosse seca, que podem se tornar produtivas, culminando em engasgos e ânsia de vômito. Pode haver secreção nasal e ocular clara, eventuais espirros, e até febre, sonolência e perda de apetite.
A vacinação é a principal medida preventiva e o tratamento medicamentoso pode ser recomendado, dependendo da evolução da doença, conforme recomendação do médico-veterinário.¹,²
A artrite (inflamação das articulações) e a artrose (degeneração crônica das articulações) são condições que tendem a piorar no inverno, especialmente em cães idosos, raças grandes ou aqueles com predisposição genética. O frio e a umidade podem intensificar a dor e a rigidez articular, dificultando o movimento. Os sintomas incluem dificuldade para se levantar, mancar, relutância em pular ou subir escadas, rigidez ao acordar e diminuição da atividade. O manejo inclui controle da dor (com medicamentos prescritos pelo veterinário), fisioterapia, exercícios leves e aquecimento do ambiente.³,⁴
A pneumonia é uma inflamação dos pulmões que pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. O inverno aumenta o risco, pois o sistema respiratório dos cães pode ficar mais vulnerável devido à exposição ao frio e à maior incidência de outras infecções respiratórias, como a tosse dos canis, que pode evoluir para pneumonia. Os sintomas incluem tosse produtiva, dificuldade para respirar, febre, letargia, perda de apetite e secreção nasal espessa. O tratamento envolve antibióticos (se bacteriana), broncodilatadores e, em alguns casos, oxigenoterapia. A intervenção veterinária é urgente.⁵
Embora a displasia coxofemoral seja uma condição genética e de desenvolvimento das articulações do quadril, seus sintomas podem ser exacerbados pelo frio do inverno. Cães com displasia tendem a sentir mais dor e rigidez nas articulações em temperaturas baixas. Os sinais incluem dificuldade para se levantar ou deitar, claudicação (mancar), relutância em pular ou correr, e atrofia muscular na região dos glúteos. O manejo no inverno envolve manter o cão aquecido, exercícios controlados e acompanhamento veterinário para controle da dor e qualidade de vida.⁶,⁷
Além de manter a vacinação do seu pet em dia, é fundamental fornecer água sempre fresca e uma alimentação equilibrada e balanceada. Oferecer ao seu amigo um ambiente limpo, com enriquecimento ambiental, também ajuda a evitar o aparecimento dessas doenças.
Durante o inverno, diminua os banhos, mantenha os pelos longos e ofereça roupinhas e cobertores para evitar que o seu pet sinta frio. De maneira geral, é importante levar o seu cachorro a visitas ao médico veterinário ao menos uma vez ao ano, para realizar um check-up e garantir que esteja tudo bem com a sua saúde.
As vacinas polivalentes previnem várias doenças, inclusive a traqueobronquite infecciosa e a cinomose. Também existem vacinas para gripe canina, giardíase e raiva. O protocolo de vacinação deve iniciar com o seu cachorro ainda filhote e precisa ser reforçado anualmente. Para saber quais vacinas o seu pet pode tomar, consulte o médico veterinário de sua confiança.
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Referências:
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