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10.05.2022 | Mundo Pet

O que é a humanização dos pets?

humanização dos pets

Cuidar dos pets como se fossem humanos pode ser prejudicial ao bem-estar do animal. Entenda mais sobre a humanização dos pets

Você já ouviu falar em humanização dos animais de companhia? Por acaso, já tratou seu pet como um bebê, vestiu ele com fantasia de Papai Noel para tirar foto, ou fez uma festa de aniversário para comemorar o primeiro aninho de vida dele? Todos esses mimos são exemplos de humanização. Continue lendo o texto para saber mais sobre o assunto.  

 O que é humanização dos pets? 

Ao longo da evolução, os cães e gatos deixaram de ser considerados apenas como animais de estimação. Atualmente, grande parte dos tutores consideram os pets como membros da família. A humanização ou antropomorfismo consiste em atribuir características humanas, sejam elas físicas, emocionais ou comportamentais, aos animais de estimação. 

Geralmente, os pets humanizados dividem a cama com os tutores e podem sofrer de doenças ou distúrbios que também acometem o ser humano, como diabetes, obesidade, ansiedade e depressão. A dependência do pet para conseguir comida, água, atenção, carinho e diversão é um fator que pode contribuir para esta aproximação.  

Devido as necessidades dos pets serem comparadas ao de uma criança, que precisa de um adulto sempre por perto para auxiliá-la, o tutor acaba se apegando aos cuidados exigidos, esquecendo-se dos limites que precisam ser respeitados para não afetar os instintos naturais da espécie. 

Quais as consequências da humanização? 

A humanização pode ser prejudicial para a saúde do pet, pois impede que ele execute comportamentos naturais, a fim de se adaptar ao estilo de vida humano. Ansiedade, depressão e agressividade são alguns dos danos que a humanização pode provocar.  

Quando os cachorros são criados “dentro de uma bolha”, ou seja, não farejam, não se sujam, não saem de casa e nem interagem com outros cachorros, tendem a ficar reativos com outros animais da mesma espécie e até mesmo agressivos com pessoas desconhecidas. 

Levar o animal de estimação para passear em um carrinho ou bolsa, pode parecer mais confortável do ponto de vista humano, porém não é benéfico para a saúde do pet, pois ele fica impedido de caminhar e gastar energia. O ideal é permitir que o animal explore os cinco sentidos no passeio: olfato, paladar, visão, audição e tato. 

O uso de itens, como esmalte, perfume, tintura de cabelo para os pelos ou até mesmo sapatinhos e fantasias, que o impeçam de fazer as necessidades fisiológicas corretamente, pode causar desconforto e impactar na saúde e bem-estar do animal de estimação. 

Geralmente, o pet recebe restos de alimentos humanos como uma forma de agrado do seu tutor, porém receber esses mimos se torna um vício e ele acaba implorando por comida o tempo todo, aumentando os riscos de obesidade.  

Como resultado da humanização, os animais podem apresentar mudanças comportamentais, dificuldades de socialização, problemas de saúde e ansiedade de separação.   

Leia também: Síndrome de Ansiedade de Separação, você já ouviu falar?  

Lembre-se, um cachorro tem que ser um cachorro. Qualquer coisa que afete seus instintos naturais é ruim para sua saúde. Por isso, fique atento a alguns detalhes que possam prejudicar o bem-estar do seu melhor amigo a longo prazo.  

Como evitar este problema sem deixar de dar carinho aos pets?  

É possível dar carinho ao seu pet e ao mesmo tempo respeitar os limites naturais da espécie. Assegure que o pet esteja livre de fome e sede, livre de desconforto, livre de dor, ferimentos e doenças, livre de medo e angústia e garanta que ela tenha liberdade para expressar comportamentos naturais. 

Os gatos são animais mais independentes, por isso, são menos afetados pela humanização em comparação com os cães, porém precisam de cuidados e incentivos externos, principalmente em relação a prática de exercícios, alimentação e ingestão de água, para evitar problemas como a obesidade e insuficiência renal.  

Para evitar o exagero da humanização dos cães, comece impondo restrições e mostrando quem é o líder da casa. É muito importante investir em adestramento positivo. Diga “não” na hora das refeições, caso o pet insista em pedir comida na mesa, e não ofereça guloseimas de humanos.  

Caso tenha alguma dúvida sobre a humanização dos pets, consulte um veterinário ou adestrador de confiança. O ideal é criar um vínculo saudável e equilibrado que faça o pet se sentir amado e seguro, sem deixar de lado seus instintos naturais. 

O que achou do conteúdo? Continue acompanhando o blog da Organnact para ficar por dentro do mundo pet.

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