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11.04.2022 | Bem-estar

Síndrome de Ansiedade de Separação, você já ouviu falar?

ansiedade de separacao

Alguns pets podem ficar estressados quando o tutor precisa sair. Entenda como identificar os sinais de ansiedade de separação

Assim como os humanos, nossos filhos de quatro patas sofrem de transtornos de ansiedade, que podem provocar diversos impactos na saúde e bem-estar. Mas saiba que existem medidas que você pode tomar para aliviar e controlar os sinais de estresse do seu animal de estimação. Continue lendo o texto abaixo para descobrir.

O que é a Ansiedade de Separação? 

A Síndrome de Ansiedade de Separação (SAS) se refere a um conjunto de respostas fisiológicas e comportamentais exibidas pelos pets quando são separados de uma figura de apego, podendo ser uma pessoa ou um outro animal. Apesar de ser um problema comportamental diagnosticado principalmente nos cães, já existem relatos na literatura científica da ocorrência em gatos.

Principais comportamentos 

Os comportamentos mais observados em pets com ansiedade de separação são os seguintes:

  • Intensa movimentação e agitação;
  • Comportamentos destrutivos (morder objetos e móveis, arranhar portas e paredes, escavar);
  • Autolimpeza excessiva (causando dermatites por lambeduras, feridas na pele, remoção de pelos);
  • Eliminação de fezes e urina em locais inadequados;
  • Vocalização excessiva (choros, uivos, latidos ou miados);
  • Estereotipias (girar em torno do próprio corpo, por exemplo);
  • Aumento na frequência respiratória;
  • Salivação intensa;
  • Tremores.

O animal com Síndrome de Ansiedade de Separação só apresenta estabilidade emocional na presença da figura de apego, que na maioria das vezes é o tutor. Por isso, quando ele sai de casa ou fica distante, o pet fica estressado e ansioso, exibindo os comportamentos mencionados. Acredita-se que os sinais comportamentais são executados a fim de restabelecer o contato com o tutor.

Por que isso acontece? 

A Síndrome de Ansiedade de Separação pode ser causada por diversos fatores, que ainda não foram totalmente esclarecidos na literatura. Mas sabe-se que os fatores de riscos associados à SAS são influenciados pelas características do próprio animal, do tutor e do ambiente de criação.

Fatores de risco relacionados ao animal:

  • Raça, sexo, idade, predisposição genética, temperamento, hipervinculação ao tutor, origem e idade de adoção.

Fatores relacionados ao tutor:

  • Sexo e personalidade.

Fatores relacionados ao ambiente:

  • Relacionamento social com outros animais, local de vivência, ambiente em que o pet dorme e adestramento básico.

A SAS pode estar relacionada com problemas ocorridos durante os primeiros meses de vida do animal, traumas ocorridos ao longo da vida e distúrbios no vínculo criado entre o pet e o seu tutor.

Existe solução para ansiedade de separação? 

O transtorno pode ser minimizado por meio  de terapia comportamental, enriquecimento ambiental, terapia com suplementos e fitoterápicos, e se necessário, terapia medicamentosa. 

Nós preparamos algumas dicas para te ajudar, caso seu pet apresente sinais de Síndrome de Ansiedade de Separação.

Terapia Comportamental

O objetivo principal é incentivar a independência e manter o pet calmo em sua ausência. 

Por isso, é importante:

  • Interagir com o pet quando ele estiver relaxado;
  • Não dar atenção quando ele estiver pulando ou vocalizando excessivamente;
  • Gradualmente ensiná-lo a permanecer sozinho, ou seja, dar o comando de “sentar e ficar”, enquanto vai se distanciando lentamente; 
  • Realizar comportamentos característicos de quando vai sair em momentos que não irá sair de casa, como pegar chaves, calçar sapatos, pegar a bolsa, a fim de reduzir a ansiedade associada ao ritual de saída;
  • Premiar com petiscos e brincadeiras quando o pet se apresentar calmo e relaxado;
  • Não interagir fisicamente, nem verbalmente, com o animal no momento de sair, ou seja, não realizar qualquer ‘despedida’; 
  • Ignorar o pet enquanto apresentar comportamentos de ansiedade e excitação quando você chegar em casa.

Enriquecimento ambiental 

Os petiscos e brinquedos mastigáveis podem ajudar a aliviar o estresse e a ansiedade na sua ausência. Quando for sair, é importante deixar um brinquedo especial que o animal goste e que o distraia no momento da saída, como brinquedos que liberam alimentos ou petiscos. Porém, assim que voltar, remova o brinquedo para que este seja algo ‘especial’ e o pet associe a sua saída a algo positivo.

Terapias com fitoterápicos, suplementos ou medicamentos

Existem fitoterápicos manipulados ou suplementos formulados especificamente para pets com ansiedade de separação. O tratamento farmacológico deve ser complementar à mudança no comportamento e ambiente do animal e não como tratamento único. Por isso, é importante consultar um médico-veterinário para a indicação da terapia adequada para o seu pet. 

Se você não perceber nenhum progresso em alguns meses, procure ajuda de um especialista em comportamento animal para te ajudar com outros tipos de treinamentos e conselhos. 

A separação pode ser difícil e dolorosa para ambas as partes, mas essas ações são importantes para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do seu filho de quatro patas. 

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